Nas quatro partes desta magnífica obra, Dostoiévski faz com que duas histórias, que por si mesmas seriam objeto de dois romances distintos não menos esplêndidos, cruzem-se e se interliguem de tal forma que o resultado torna o livro inesquecível e deixa uma impressão profunda.
Em uma das ramificações da história, o narrador-personagem Ivan Petróvitch nos conta sobre a sua relação com a família Ikhméniev, composta pelo patriarca Nikolai e sua mulher Anna Andreyevna, bem como o fruto da relação do casal, a querida e doce Natasha.
A família vivia em um ambiente harmônico permeado por amor, cumplicidade e afeto no pacato interior da Rússia até que uma tragédia se abate sobre eles. O inescrupuloso príncipe Valkovski, dono das terras de que Nikolai tomava conta, acusa-o de desonestidade no trato com seus negócios. Junta-se a esta acusação o surgimento de boatos na vizinhança de que Natasha teria seduzido o ingênuo filho de Valkovski, o inocente e por vezes leviano Aliocha.
Nikolai embarca para Petersburgo com sua família a fim de juntar condições para defender-se das calúnias impostas pelo príncipe. Embora a relação com Valkovski esteja deteriorada, os Iknhméniev continuam a receber Aliocha com honras e convivas. Porém, para piorar a situação do orgulhoso homem, sua filha acaba se apaixonando pelo filho do príncipe, saindo de casa e deixando o pai aterrado, humilhado e ofendido em sua dignidade. Ele não poderia suportar tamanha afronta ainda mais por se tratar do filho de seu algoz.
Durante este tempo, Ivan já residia em Petersburgo onde tinha levado a cabo seus estudos e já havia adquirido certa fama como escritor. Inesperadamente, ao procurar um novo apartamento para alugar, Ivan acaba se envolvendo com um senhor taciturno e misterioso que falece pouco tempo depois. Ivan se interessa pela história, aluga o apartamento onde ele residia e aguarda a aparição de parentes do velho. Uma menina completamente compenetrada e absolutamente temerosa surge procurando notícias sobre seu avô.
A partir daí desenrola-se uma trama densa e quanto mais Ivan escava coisas mais escabrosas vêm à tona. Ele se comove pela história de sofrimento de Nelli(apelido de Elena, a pequena garotinha) e resgata a criança das mãos da malvada Búbnova, com quem ela morava desde a morte de sua mãe.
Ivan se divide entre cuidar de Nelli e socorrer Natasha, sua paixão platônica desde os tempos de criança. Aliocha se mostra cada vez mais volúvel e indeciso. Ele passa o tempo todo percorrendo o trajeto entre a mansão da condessa, com cuja filha seu pai exige que ele se case, e a casa da sua devotada Natasha.
Aos poucos, Natasha percebe que Aliocha está mais ligado à amável, inteligente e bondosa filha da condessa. Natasha entende que a separação é inevitável e está disposta a abrir mão de sua felicidade pela de Aliocha, tamanho o seu amor. No entanto, antes disso, o malvado príncipe Valkovski consegue atingi-la em sua honra ao fazer uma indecente proposta: para afogar suas mágoas ela poderia cair nos braços de um lascivo conde, amigo de Valkovski.
Dois fatos concorrem para a reaproximação entre o pai ofendido e a filha ultrajada: a partida de Aliocha com a condessa para Moscou e o emocionado relato de Nelli, a pequena órfã, filha de uma mulher com uma história similar à de Natasha e que morreu miserável, sem o perdão do pai. Quando Nikolai decide ir pedir perdão à filha, esta adentra sua casa e os dois caem nos braços um do outro, num momento sublime de reconciliação.
Além do fascinante enredo, a construção psicológica dos personagens é impressionante. Alguns deles carregam em si a mais convicta altivez, uma incondicional honestidade e corações incrivelmente bondosos, enquanto outros são vis, levianos e repulsivos. Os diálogos entre os personagens são um espetáculo à parte, fazendo com que o leitor possa sentir junto com eles naquele momento e tão precisos que nos levam ao local dos acontecimentos. Cada nova situação é surpreendente e imprevisível e o desfecho traz uma abnegação quase sagrada.
Dostoiévski conseguiu se tornar um dos maiores escritores da história sem pedantismo, mas também sem subestimar a inteligência dos seus leitores. A sua forma de escrever é fluida e logo de cara estabelece uma relação íntima com o leitor. O cenário para suas histórias está no século XIX, mas elas são universais e com isso podem ser lidas, compreendidas e sentidas em qualquer época ou cultura.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Nova enquete no blog
Nesta semana, a FIFA disse que os preparativos para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, estavam mais adiantados do que aqueles para a de 2014, aqui no Brasil.
Uma vez que o país soube que seria sede da próxima Copa em 2007, você acha que se o governo fosse comandado por outra pessoa ou por outro partido nós estaríamos com obras mais avançadas?
Uma vez que o país soube que seria sede da próxima Copa em 2007, você acha que se o governo fosse comandado por outra pessoa ou por outro partido nós estaríamos com obras mais avançadas?
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A greve dos policiais no Ceará e a sociedade repressora
Está na hora de repensar uma sociedade na qual policiais são mais importantes do que professores e médicos, por exemplo. Um sociedade que se mostra completamente vulnerável e refém de sua própria máquina repressora. Onde as palavras "coibir", "oprimir" e "proibir" são mais valorizadas e até certo ponto necessárias do que "educar" e "cuidar".
A greve dos policiais, em pouquíssimos dias, parou o Ceará, enquanto que as de profissionais da educação e da saúde se arrastaram durante meses sem que causassem tanto clamor popular e sem a mesma erosão na popularidade de um governador que está num partido dito socialista, mas que de socialismo só tem a letra S na sigla.
Acredito que para uma sociedade ser considerada verdadeiramente justa e igualitária e para que ela forneça o mínimo de qualidade de vida para seus componentes, ela não deve se valer mais da repressão e opressão em detrimento da construção de cidadania, nas escolas, e da prestação de cuidados aos necessitados, pelos profissionais de saúde e organizações sociais.
Enquanto nós seres humanos precisarmos ter alguém sempre à espreita, na vigília para que não cometamos delitos e enquanto não conseguirmos controlar nossos instintos animalescos, violentos e selvagens é sinal de que estamos no caminho errado, muito distantes de viver numa sociedade ideal.
PS: Uma vez que o que está escrito acima é algo distante da realidade, continuemos descendo o pau no CIDitador incompetente.
A greve dos policiais, em pouquíssimos dias, parou o Ceará, enquanto que as de profissionais da educação e da saúde se arrastaram durante meses sem que causassem tanto clamor popular e sem a mesma erosão na popularidade de um governador que está num partido dito socialista, mas que de socialismo só tem a letra S na sigla.
Acredito que para uma sociedade ser considerada verdadeiramente justa e igualitária e para que ela forneça o mínimo de qualidade de vida para seus componentes, ela não deve se valer mais da repressão e opressão em detrimento da construção de cidadania, nas escolas, e da prestação de cuidados aos necessitados, pelos profissionais de saúde e organizações sociais.
Enquanto nós seres humanos precisarmos ter alguém sempre à espreita, na vigília para que não cometamos delitos e enquanto não conseguirmos controlar nossos instintos animalescos, violentos e selvagens é sinal de que estamos no caminho errado, muito distantes de viver numa sociedade ideal.
PS: Uma vez que o que está escrito acima é algo distante da realidade, continuemos descendo o pau no CIDitador incompetente.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Homenagem a Larissa
O ano de 2011 está acabando. Foi um ano de muitas mudanças de atitude e pensamento na minha vida, na maneira como enxergo as coisas e os acontecimentos e de reflexões (realmente e não é clichê de fim de ano!). Aqui vai uma homenagem a uma pessoa muito querida que perdi durante esta caminhada. Que Deus esteja contigo!
"E então veio a alvorada. A aurora despontou com todas as suas cores. O sol surgiu para iluminar as mentes e aquecer os corações de todos que fossem capazes de enxergá-lo. Iluminar através de sua lucidez, sensatez, retidão e equilíbrio. Mas não havia em si apenas racionalidade. Pelo contrário: Larissa era emoção, era o pulsar intenso e constante do coração, espalhando calor, alegria e, acima de tudo, amor aos que permitissem sentirem-se tocados por ele.
Temos a impressão de ter sido uma passagem curta. E de fato foi. Mas isso se deve à sua notável capacidade de fazer sentirmo-nos bem quando diante de si, capacidade de provocar nossos sentimentos e emoções ao mesmo tempo em que os sentia e compartilhava-os junto conosco. Larissa nos acostumou mal, no bom sentido.
Porém não sejamos egoístas. O sol também pode(e deve) brilhar para outras almas, levar-lhes conforto, ajuda, cura. A sua luz agora se estende pela infinidade do Universo. Não nos abandonou, obviamente. Ainda podemos senti-la; para isso, basta usar a força do pensamento, esse instrumento que todos os espíritos possuem para se expressar, que nos foi legado, em toda Sua bondade, pelo Criador. Quando necessitarmos e clamarmos, prontamente nos atenderá.
A dor e a angústia podem ainda permanecer por muito tempo devido à nossa incapacidade de compreender os desígnios de Deus, no entanto o dia chegará em que nos reencontraremos e desfrutaremos de toda a felicidade, alegria e amor, mas desta vez sem o temor e o risco de separações ou viagens inesperadas.
Larissa estará sempre em nossos pensamentos, corações e orações, pois possuía, como poucos, o dom de cativar os sentimentos mais nobres até nas almas mais indóceis.
Queremos, neste momento, agradecê-la por nos ter permitido viver tantos momentos memoráveis e agradecer a Deus por ter concedido esta dádiva a criaturas ainda tão imperfeitas. Fica a certeza de que teremos toda uma eternidade para estar contigo, Larissa, e isto acalenta nossos corações.
Um ‘até breve’ cheio de saudade..."
"E então veio a alvorada. A aurora despontou com todas as suas cores. O sol surgiu para iluminar as mentes e aquecer os corações de todos que fossem capazes de enxergá-lo. Iluminar através de sua lucidez, sensatez, retidão e equilíbrio. Mas não havia em si apenas racionalidade. Pelo contrário: Larissa era emoção, era o pulsar intenso e constante do coração, espalhando calor, alegria e, acima de tudo, amor aos que permitissem sentirem-se tocados por ele.
Temos a impressão de ter sido uma passagem curta. E de fato foi. Mas isso se deve à sua notável capacidade de fazer sentirmo-nos bem quando diante de si, capacidade de provocar nossos sentimentos e emoções ao mesmo tempo em que os sentia e compartilhava-os junto conosco. Larissa nos acostumou mal, no bom sentido.
Porém não sejamos egoístas. O sol também pode(e deve) brilhar para outras almas, levar-lhes conforto, ajuda, cura. A sua luz agora se estende pela infinidade do Universo. Não nos abandonou, obviamente. Ainda podemos senti-la; para isso, basta usar a força do pensamento, esse instrumento que todos os espíritos possuem para se expressar, que nos foi legado, em toda Sua bondade, pelo Criador. Quando necessitarmos e clamarmos, prontamente nos atenderá.
A dor e a angústia podem ainda permanecer por muito tempo devido à nossa incapacidade de compreender os desígnios de Deus, no entanto o dia chegará em que nos reencontraremos e desfrutaremos de toda a felicidade, alegria e amor, mas desta vez sem o temor e o risco de separações ou viagens inesperadas.
Larissa estará sempre em nossos pensamentos, corações e orações, pois possuía, como poucos, o dom de cativar os sentimentos mais nobres até nas almas mais indóceis.
Queremos, neste momento, agradecê-la por nos ter permitido viver tantos momentos memoráveis e agradecer a Deus por ter concedido esta dádiva a criaturas ainda tão imperfeitas. Fica a certeza de que teremos toda uma eternidade para estar contigo, Larissa, e isto acalenta nossos corações.
Um ‘até breve’ cheio de saudade..."
Dica de Leitura: "Cem Anos de Solidão"
Muita gente boa já leu este livro, mas fica a dica para quem ainda não teve a oportunidade. Boa leitura!
Considerada uma das obras mais importantes da Literatura em língua espanhola e alçada à categoria de clássico da literatura mundial, “Cem Anos de Solidão” possibilitou a conquista do Prêmio Nobel de Literatura pelo colombiano Gabriel García Márquez em 1982, fato louvado até hoje pelo meio literário latino-americano.
A história tem como fio condutor a árvore genealógica da família Buendía, a partir da união de José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. A trajetória do clã é caracterizada por ser cíclica, isto é, uma sucessão de acontecimentos similares que se repetem com diferentes personagens perpetuando-se geração após geração.
O patriarca é responsável pela fundação de Macondo, povoado onde se apresenta a saga, permeado por peculiaridades como uma epidemia de insônia, um período de chuva prolongado durante anos, além de alta taxa de fecundidade de animais criados para subsistência humana.Acontecimentos fantásticos dão o tom da narrativa, tornando-a interessante e dando-lhe cor, movimento e cheiro.
O apogeu e declínio do povoado se confundem com o da família, demonstrando assim a forte ligação que existe entre estas duas entidades da obra. Não se sabe se as coisas começam a desandar para os Buendía a partir do momento que Macondo deixa de ser um lugar agradável para se viver ou se o vilarejo reflete a crescente desorganização no âmago dos José Arcadio e Aurelianos Buendía.
Há ainda um mistério a ser decifrado a partir dos pergaminhos de Melquíades, um velho cigano que percorre e parece assistir de camorote a tudo que acontece no solar dos Buendía. Alguns deles dedicam-se a esta tarefa, até que o último deles consegue compreender o que há escrito naqueles papéis.
Além de todo o viés mágico, incluem-se na obra fatos políticos como a luta entre liberais e conservadores pelo poder, guerrilhas, acontecimentos históricos deturpados, generais, caudilhos e influência religiosa tão marcantes nos países latino-americanos. O autor, apesar de construir uma obra de ficção, não furta-se a oportunidade de ligar-se ao que acontecia a seu redor.
Mais do que uma narrativa bela e que prende o leitor, “Cem Anos de Solidão” é leitura obrigatória por sua relevância literária e histórica. Aclamada por público e crítica nos últimos 43 anos, certamente será figura presente no topo das listas de livros clássicos.
Considerada uma das obras mais importantes da Literatura em língua espanhola e alçada à categoria de clássico da literatura mundial, “Cem Anos de Solidão” possibilitou a conquista do Prêmio Nobel de Literatura pelo colombiano Gabriel García Márquez em 1982, fato louvado até hoje pelo meio literário latino-americano.
A história tem como fio condutor a árvore genealógica da família Buendía, a partir da união de José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. A trajetória do clã é caracterizada por ser cíclica, isto é, uma sucessão de acontecimentos similares que se repetem com diferentes personagens perpetuando-se geração após geração.
O patriarca é responsável pela fundação de Macondo, povoado onde se apresenta a saga, permeado por peculiaridades como uma epidemia de insônia, um período de chuva prolongado durante anos, além de alta taxa de fecundidade de animais criados para subsistência humana.Acontecimentos fantásticos dão o tom da narrativa, tornando-a interessante e dando-lhe cor, movimento e cheiro.
O apogeu e declínio do povoado se confundem com o da família, demonstrando assim a forte ligação que existe entre estas duas entidades da obra. Não se sabe se as coisas começam a desandar para os Buendía a partir do momento que Macondo deixa de ser um lugar agradável para se viver ou se o vilarejo reflete a crescente desorganização no âmago dos José Arcadio e Aurelianos Buendía.
Há ainda um mistério a ser decifrado a partir dos pergaminhos de Melquíades, um velho cigano que percorre e parece assistir de camorote a tudo que acontece no solar dos Buendía. Alguns deles dedicam-se a esta tarefa, até que o último deles consegue compreender o que há escrito naqueles papéis.
Além de todo o viés mágico, incluem-se na obra fatos políticos como a luta entre liberais e conservadores pelo poder, guerrilhas, acontecimentos históricos deturpados, generais, caudilhos e influência religiosa tão marcantes nos países latino-americanos. O autor, apesar de construir uma obra de ficção, não furta-se a oportunidade de ligar-se ao que acontecia a seu redor.
Mais do que uma narrativa bela e que prende o leitor, “Cem Anos de Solidão” é leitura obrigatória por sua relevância literária e histórica. Aclamada por público e crítica nos últimos 43 anos, certamente será figura presente no topo das listas de livros clássicos.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O bom jornalismo
Hoje, no Jornal Nacional, foi apresentada uma matéria sobre o Mundial de Clubes e as derrotas que o Barcelona já sofreu no Japão para times brasileiros. Um fato que pode ter passado despercebido, mas que na verdade é muito relevante foi o correspondente da TV Globo naquele país ter citado a vitória do Inter como Mundial e a vitória do São Paulo como Intercontinental.
Foi a primeira vez que vi algum profissional desta emissora e da imprensa brasileira como um todo se referir ao antigo torneio assim, com seu verdadeiro nome: Intercontinental e não Mundial, como todo mundo aqui já está cansado de saber.
Mais importante ainda porque a antiga Copa Intercontinental só recebe o nome de Mundial aqui no Brasil. Além disso, lembro de um fato que aconteceu em 2007, na transmissão de Boca Juniors x Milan, onde o locutor Galvão Bueno claramente mentiu para seus telespectadores quando afirmou que a FIFA, a partir daquele momento, tinha passado a reconhecer o Corinthians como campeão mundial, quando na verdade a FIFA tinha emitido uma resolução na qual afirmava reconhecer como campeões mundiais apenas aqueles que venceram torneios organizados por ela e que o Corinthians era o primeiro deles.
Pode parecer bobagem, mas aqui vai o meu reconhecimento ao jornalista Roberto Kovalick, que não tentou enganar seu público repetindo uma mentira contada há tantos anos pela imprensa nacional.
Foi a primeira vez que vi algum profissional desta emissora e da imprensa brasileira como um todo se referir ao antigo torneio assim, com seu verdadeiro nome: Intercontinental e não Mundial, como todo mundo aqui já está cansado de saber.
Mais importante ainda porque a antiga Copa Intercontinental só recebe o nome de Mundial aqui no Brasil. Além disso, lembro de um fato que aconteceu em 2007, na transmissão de Boca Juniors x Milan, onde o locutor Galvão Bueno claramente mentiu para seus telespectadores quando afirmou que a FIFA, a partir daquele momento, tinha passado a reconhecer o Corinthians como campeão mundial, quando na verdade a FIFA tinha emitido uma resolução na qual afirmava reconhecer como campeões mundiais apenas aqueles que venceram torneios organizados por ela e que o Corinthians era o primeiro deles.
Pode parecer bobagem, mas aqui vai o meu reconhecimento ao jornalista Roberto Kovalick, que não tentou enganar seu público repetindo uma mentira contada há tantos anos pela imprensa nacional.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Brilha a estrela de Hillary
Após aparecer como favorita no início da corrida democrata para as eleições presidenciais americanas de 2008 e ser preterida pelo seu partido em favor do então futuro presidente dos EUA, Barack Obama, a ex-senadora Hillary Rodham Clinton parecia, para muitos, ter sua carreira política finalizada.
No entanto, depois de humilde e sabiamente ter aceitado o cargo de Secretária de Estado, a senhora Clinton adquiriu status de estrela na política internacional, não apenas pela visibilidade que a magnitude de seu posto naturalmente fornece, mas sim por suas opiniões e ações.
O ponto alto desta virada deu-se na última semana em dois momentos cruciais: um discurso emocionado e emocionante em favor dos direitos humanos perante as Nações Unidas, em Genebra, na Suíça e a sua posição frente às suspeitas de fraude nas eleições russas.
Mas o que estes dois eventos apresentaram de tão importante, sendo que à primeira vista parecem corriqueiros levando-se em conta que Hillary é a secretária do governo americano para assuntos internacionais?
O primeiro deles marca definitivamente o apoio do governo dos Estados Unidos da América em defesa dos direitos de homossexuais em todo o mundo, inclusive estimulando nações parceiras e que recebem ajuda americana a coibirem o preconceito e um alerta àquelas nações que ainda tratam os homossexuais como criminosos e permitem a violência contra este grupo. Depois de prometer, em campanha, lutar pelos direitos de um grupo ainda tão marginalizado, a administração Obama, que já havia conseguido, no Congresso, derrubar uma política discriminatória do exército, dá mais um sinal claro de respeito aos direitos LGBT.
Enquanto isso, o discurso endurecido em relação às eleições na Rússia, supostamente fraudulentas, ganha destaque por Hillary não ter tido receio de mexer num vespeiro provocando a ira do Kremlin, uma vez que mesmo após 20 anos da queda da URSS, ainda há um clima de tensão entre os dois países, como ficou comprovado nos últimos dias. Tanto é verdade que, para tirar a legitimidade de movimentos populares, na Rússia, sempre se usa uma estratégia bem conhecida e sucedida: acusar os manifestantes de serem estimulados pelo governo dos EUA. Porém, ao menos inicialmente, o efeito esperado pelo primeiro-ministro russo Vladimir Putin não foi alcançado, pois as manifestações ganharam corpo nas principais cidades e se espalharam pelo país.
Com tais atitudes, Hillary, ao menos em matéria de política internacional, vem conseguindo ofuscar o outrora concorrente Barack Obama, que além de tudo enfrenta resistência em seu país por conta da dificuldade em resolver os problemas da economia. É certo que Obama será o candidato democrata em 2012, mas, para muitos, fica a sensação de que, com Hillary na Casa Branca, teríamos mais coragem e firmeza.
No entanto, depois de humilde e sabiamente ter aceitado o cargo de Secretária de Estado, a senhora Clinton adquiriu status de estrela na política internacional, não apenas pela visibilidade que a magnitude de seu posto naturalmente fornece, mas sim por suas opiniões e ações.
O ponto alto desta virada deu-se na última semana em dois momentos cruciais: um discurso emocionado e emocionante em favor dos direitos humanos perante as Nações Unidas, em Genebra, na Suíça e a sua posição frente às suspeitas de fraude nas eleições russas.
Mas o que estes dois eventos apresentaram de tão importante, sendo que à primeira vista parecem corriqueiros levando-se em conta que Hillary é a secretária do governo americano para assuntos internacionais?
O primeiro deles marca definitivamente o apoio do governo dos Estados Unidos da América em defesa dos direitos de homossexuais em todo o mundo, inclusive estimulando nações parceiras e que recebem ajuda americana a coibirem o preconceito e um alerta àquelas nações que ainda tratam os homossexuais como criminosos e permitem a violência contra este grupo. Depois de prometer, em campanha, lutar pelos direitos de um grupo ainda tão marginalizado, a administração Obama, que já havia conseguido, no Congresso, derrubar uma política discriminatória do exército, dá mais um sinal claro de respeito aos direitos LGBT.
Enquanto isso, o discurso endurecido em relação às eleições na Rússia, supostamente fraudulentas, ganha destaque por Hillary não ter tido receio de mexer num vespeiro provocando a ira do Kremlin, uma vez que mesmo após 20 anos da queda da URSS, ainda há um clima de tensão entre os dois países, como ficou comprovado nos últimos dias. Tanto é verdade que, para tirar a legitimidade de movimentos populares, na Rússia, sempre se usa uma estratégia bem conhecida e sucedida: acusar os manifestantes de serem estimulados pelo governo dos EUA. Porém, ao menos inicialmente, o efeito esperado pelo primeiro-ministro russo Vladimir Putin não foi alcançado, pois as manifestações ganharam corpo nas principais cidades e se espalharam pelo país.
Com tais atitudes, Hillary, ao menos em matéria de política internacional, vem conseguindo ofuscar o outrora concorrente Barack Obama, que além de tudo enfrenta resistência em seu país por conta da dificuldade em resolver os problemas da economia. É certo que Obama será o candidato democrata em 2012, mas, para muitos, fica a sensação de que, com Hillary na Casa Branca, teríamos mais coragem e firmeza.
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